CURTA IFRS – Aprendendo e contando histórias em imagens.

Bruno Serra Acosta 

Mestrando em Cinema, Universidade da Beira Interior

Um projeto de ensino em audiovisual aplicado aos alunos do IFRS – Campus Osório surge como uma atividade integradora onde os alunos do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) Campus Osório, participantes do projeto, produzirão mini metragens em sala de aula e por fim um curta metragem, trabalhando em paralelo com a missão do instituto federal que é de gerar conhecimento, produção científica e com isso modificar a realidade local, visto que o litoral norte do Rio Grande do Sul não possui nenhum curso gratuito ou atividade onde ocorra a produção audiovisual. Este projeto de ensino vem para, de forma inicial, dar embasamento e propiciar oportunidade para que os interessados possam ingressar nesse universo. Para a confecção da obra audiovisual final, os envolvidos passarão por todas as fases de uma criação audiovisual, desde a elaboração de roteiro, storyboard, planos, conhecimentos de captação de áudio e vídeo e finalização. Preparando-os para futuras produções que tenham interesse ou até mesmo quando requisitados por professores para elaboração de trabalhos entre outros.

Sobre o investigador

Técnico em áudio profissional. Atualmente trabalha como Técnico em Audiovisual no Instituto Federal do Rio Grande do Sul, estando afastado para cursar o mestrado em Cinema na Universidade da Beira Interior. Habilitação Estúdio pelo Instituto Gaúcho de Áudio Profissional (IGAP). Possui Formação livre no Curso de Cinema de Férias da Academia Internacional de Cinema (AIC) do Rio de Janeiro, onde Realizou a curta Permita-se, premiado no Filmworks Films Festival edição 2019 Rio de Janeiro como Melhor Curta Livre. Pós-Graduado em Cinema e Linguagem Audiovisual pela Faculdade Estácio de Sá. Coordenador do Projeto de Ensino Curta IFRS – Aprendendo e contando histórias em imagens, projeto no qual em sua terceira edição realizou a curta O Mistério da Porta 42, produzida pelos alunos e premiado como Melhor Desenho de Som e Melhor Direção no IV Festival Primeiro Filme na cidade de Porto Alegre – RS. 

Vídeo-ensaio: O cinema de Céline Sciamma

Cybelle Mendes

Mestranda em Cinema, Universidade da Beira Interior

Através de montagem de filmes, áudio e texto, pretende-se demonstrar e exemplificar como se processa a construção do cinema de Céline Sciamma. As suas particularidades narrativas, técnicas e estéticas reforçam a singularidade de concepção cinematográfica da realizadora.

Sobre a investigadora

Bacharel em Belas Artes – com especialização em Cinema de Animação pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais/Brasil. Bolsista pelo PAD(Programa de Aprimoramento Discente)/EBA-UFMG em 2002. Foi Presidente da Associação Curta Minas (ABD/MG) entre os anos de 2001 a 2003, participando da equipe do 1º Prêmio Estímulo ao curta-metragem em Minas Gerais. Organizou e produziu mostras de curta-metragens como o Programa Curta Circuito (mostra semanal) entre os anos de 2001 a 2003 e a 1º Mostra de Cinema e Direitos Humanos de Belo Horizonte “RETRATA” (2003). Integrou equipas de filmagem como produtora, continuísta e montadora em curta e longa-metragens. Atua como montadora e animadora 2D no Brasil e em Portugal.

Mise-en-regard: A centralidade do olhar no cinema de Céline Sciamma

Daniel Oliveira

Mestrando em Cinema, Universidade da Beira Interior

O artigo investiga a centralidade do olhar na obra da realizadora francesa Céline Sciamma a partir do seu mais recente filme, Retrato de uma Jovem em Chamas. Utilizando a metodologia proposta pelos atuais desdobramentos da Teoria dos Cineastas, a investigação coloca o filme em diálogo com as falas da diretora e com seus filmes anteriores para realçar que Sciamma concebe seu cinema em torno de uma triangulação de olhares – o da protagonista, o da realizadora e o do espectador. Ao analisar como ela entende e caracteriza cada um desses três vértices, o artigo propõe que a realizadora constrói sua narrativa a partir de uma ideia não de mise-en-scène, mas de mise-en-regard, colocando o olhar como questão fundamental da criação e da recepção cinematográficas. E, em consequência, a expressão “mise-en-regard” surge como alternativa ou complemento a “mise-en-scène”, ressignificando o papel do “olhar” na teoria do cinema.

Sobre o investigador

Daniel Oliveira é mestrando em cinema pela Universidade da Beira Interior. Atuando como crítico desde 2004, é filiado à Associação Brasileira (Abraccine) e à Federação Internacional de Críticos de Cinema (Fipresci). Foi freelancer para veículos como Folha de S. Paulo e, entre 2012 e 2018, foi repórter e crítico do jornal O Tempo. É formado em Comunicação Social pela UFMG, com especialização em História da Cultura e da Arte pela mesma instituição, e pós em Roteiro para Cinema e TV, pelo Humber Institute, de Toronto. No Canadá, trabalhou como leitor e analista de roteiros. Criou o site Pílula Pop e foi seu editor de 2004 a 2011.

Como o cinema mainstream brasileiro do gênero comédia pode contribuir para o senso crítico do público de massa.

Fausto Muniz

Mestrando em Cinema, Universidade Beira Interior

O artigo pretende analisar o cinema cômico brasileiro e seu desenvolvimento ao longo das décadas como principal gênero de atração e formação de público cinematográfico no país. A produção de filmes cômicos no Brasil sempre foi alvo da crítica pela sua preferência à estereotipia e pelos guiões marcados pela simplicidade. O trabalho vai analisar as características de obras de diferentes épocas, bem como a herança deixada pelos clássicos nas produções contemporâneas, sua repercussão junto ao público e se esse diálogo favoreceu, ou não, para a formação de um pensamento crítico junto à massa.

 Sobre o investigador

             Bacharel em Comunicação Social, com especialização em Jornalismo pelo Centro Universitário Maurício de Nassau – Recife, Pernambuco, Brasil, e pós-graduado em Marketing pela Universidade do Norte do Paraná, Unopar. Trabalhou como jornalista para o Conselho Regional de Economia de Pernambuco, Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco, Sebrae, e com passagens em veículos de Rádio e Web. Vencedor do concurso de roteiros Script +, edições 2017 e 2018 (edição internacional), ambos na categoria Comédia, com os curtas metragens O Rabo de Ronaldo e Choradeiras Profissionais. Escreveu o curta-metragem The Right Side of the River, comédia dramática atualmente em fase de produção na cidade de Dublin, Irlanda. Também é ator, com formação na The Gaiety School of Acting, Dublin, integrante da TeatrUBI, companhia de teatro da Universidade Beira Interior, e escritor, com a obra Contos Mágicos de Dublin (independente), coletânea de contos escrita durante seu intercâmbio de dois anos na capital irlandesa

A câmera de Perlov

Lucas Tavares

Mestrando em Cinema, Universidade da Beira Interior

O artigo pretende buscar uma definição de cinema diarístico através do contributo de David Perlov para o gênero, analisando os filmes Diário 1973-1983 e Diário Revisitado 1990-1999. A análise centra-se em dicotomias dentro e entre esses dois trabalhos, exterior – interior, privado – político, película – digital.

Sobre o investigador

Atualmente mestrando em Cinema pela Universidade da Beira Interior (UBI), Lucas Tavares completou a licenciatura em Cinema e Audiovisual pela Escola Artística Superior do Porto (ESAP) e fez a especialização em Cinema e Cultura Visual pela  Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP). Nessas três fases do percurso académico, o seu trabalho centrou-se no cruzamento entre o cinema documental e o cinema experimental. Para além do trabalho acadêmico, realiza filmes cruzando essas duas metodologias de trabalho, tendo até ao presente momento seis realizado curtas-metragens.

O papel dos produtores na manutenção da imagem e identidade do personagem James Bond

Marcos Vinícius Kontze

Mestrando em Cinema, Universidade da Beira Interior

O presente artigo tem como objetivo mostrar o papel dos produtores no cinema, em específico, o papel da EON Productions, produtora britânica responsável pela criação dos filmes da franquia 007, e seu papel decisivo na construção e conservação da imagem do personagem James Bond, e a manutenção de uma identidade ao longo de seis décadas. O aporte teórico utilizado no desenvolvimento do trabalho reúne autores como Sandra Lopes e Deborah Patz, além de Ajay Chowdhury e Matthew Field para auxiliarem na pesquisa sobre James Bond.

Sobre o investigador

Marcos Vinicius Kontze é brasileiro, bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela UFN – Universidade Franciscana (Santa Maria, Brasil), e mestrando em Cinema na Universidade da Beira Interior (Covilhã, Portugal). Já atuou como assessor de imprensa e na editoria de tecnologia em programas de rádio no interior do Rio Grande do Sul, além de ter trabalhado como freelancer para as revistas Playboy, Galileu e Mundo Estranho. Tem vivência na direção, produção e montagem de documentários. Em 2011, criou o site James Bond Brasil, referência mundial sobre o personagem 007, por meio do qual participou da cobertura de eventos nacionais e internacionais na Suécia, México, Noruega e Inglaterra. Em 2015, foi o único criador e editor de um site sobre o personagem no mundo a ser convidado para o set de filmagens de 007 Contra SPECTRE, 24º filme da franquia. Em 2019, marcou presença como speaker principal em um congresso exclusivo sobre a franquia em Madrid.

Cinema de autor português na contemporaneidade: 

a urgência de um retrato sociopolítico do país

Marisa Alves Pedro

Mestranda em Cinema, Universidade da Beira Interior

O presente artigo diz respeito ao estudo do aparecimento de uma nova geração de realizadores, resultante de inúmeras transformações no cinema português contemporâneo e na relação que este tem com a crise económica sentida em Portugal nas últimas décadas. O objetivo foi demonstrar que, consequente a estas transformações e à situação do país, surge uma corrente necessidade destes autores se auxiliarem, precisamente, do cinema de autor como veículo de exposição de situações contemporâneas. Como resultado da pesquisa foi possível comprovar que destes fatores irrompe o denominado “cinema da crise”, um híbrido entre o documentário e a ficção que se foca quase exclusivamente numa exposição de circunstâncias sociais e, agregadamente, políticas. Conclui-se então que estes novos métodos presentes no cinema contemporâneo pretendem questionar a identidade portuguesa.

Sobre a investigadora


    Marisa Alves Pedro, nasceu a 27 de janeiro de 1997, em Castelo Branco, Portugal. O seu percurso académico no secundário sempre se mostrou focado nas artes visuais, mas o mesmo acaba por se destacar através da obtenção de alguns prémios nos concursos “Uma Aventura… Literária 2013″, pela Editorial e “Concurso Nacional de poesia/conto contra o racismo”, promovido pelo ACID. Em 2019 completou a Licenciatura em Cinema na Universidade da Beira Interior, onde o seu trabalho passou maioritariamente pela realização e produção de curtas metragens criadas no âmbito de cadeiras inseridas no curso. A sua filmografia abrange uma variedade de géneros tais como o documentário, a ficção e também animação stop motion. No presente momento ingressa no primeiro ano de Mestrado em Cinema, também na Universidade da Beira Interior.

Retratos que elas filmavam.

Noémia Delgado, Margarida Cordeiro e Manuela Serra pelo Norte de Portugal

Melanie Pereira

Mestranda em Cinema, Universidade da Beira Interior

            Com as liberdades conquistadas na Revolução de Abril em 1975 e a consequente presença de mais mulheres no meio do cinema em Portugal, é interessante e pertinente perceber o caminho que as primeiras realizadoras de longa-metragens decidem seguir. Em 1976 estreia a segunda longa-metragem de ficção realizada por uma mulher em Portugal, Trás-os-Montes, de Margarida Cordeiro, em corealização com António Reis, que retrata as terras transmontanas até então esquecidas. Ainda no mesmo ano, Noémia Delgado estreia a longa documental Máscaras, abordando os rituais seculares do nordeste de Portugal. Dois anos mais tarde, Manuela Serra inicia as filmagens de O Movimento das Coisas, que só viria a estrear em 1985, retratando a transformação rural do Norte no pós-25 de Abril. Aparentemente distintas, estas três realizadoras relacionam-se de forma peculiar com estas três obras de carácter etnográfico. Esta investigação pretende assim perceber se existem interseções estéticas e narrativas que possam relacionar as três obras entre si.

Sobre a investigadora

Atualmente tirando mestrado em Cinema na Universidade da Beira Interior, licenciada em Cinema e Audiovisual na Escola Superior Artística do Porto, e com formação em Cinema Documental no Instituto de Produção Cultural e Imagem, Melanie Pereira é a realizadora de Aos meus pais., que estreou no DocLisboa 2018 e no qual recebeu o prémio Walla Collective Especial do Júri na categoria Verdes Anos. Desde então finaliza a docu-ficção A Morte de Gaia, a curta experimental Femme, e mais recentemente estreia o documentário Nos Jardins do Barrocal no Porto/Post/Doc 2019. Ativista feminista, desenvolve ao longo dos estudos vários ensaios sobre cinema e feminismo, e envolve-se com vários projetos ativistas do Porto. Faz parte da equipa da XX Element Project – Associação Cultural, focada na divulgação da mulher na indústria artística e cinematográfica em Portugal, desempenhando assim um papel em vários projetos, como o Porto Femme – Festival Internacional de Cinema no Feminino, as Porto Femme Sessions que acontecem mensalmente no Porto e esporadicamente pelo país, e recentemente o projeto Claraboia – um pequeno fragmento do cinema por entre muros, um projeto que visou levar o cinema às mulheres do estabelecimento prisional de Santa Cruz do Bispo.

Terror negro: A abordagem de temas raciais em guiões de Jordan Peele

Tom Freitas

Mestrando em Cinema, Universidade da Beira Interior

O artigo busca estudar o lugar do negro dentro de produções de terror e encontrar caminhos para abordar questões raciais dentro dos filmes do gênero. Para tanto, as longas-metragens Foge! (Get Out!, 2017) e Nós (Us, 2019) ambos do realizador Jordan Peele, que tem se destacado nos últimos anos exatamente por conta da abordagem do racismo dentro de um gênero popular e que por muitas décadas deixou que estereótipos raciais e de minorias em geral tomassem conta de suas narrativas.

Sobre o investigador

Tom Vitor de Freitas nasceu em São Paulo, Brasil, em 1993. É bacharel em Rádio, TV e Internet pela Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (São Paulo, Brasil) e mestrando em cinema na Universidade da Beira Interior (Covilhã, Portugal). Atua como roteirista desde 2016, tendo participado de produções como a série televisiva “As cidades Azuis” (TV Brasil, 2020), além de também atuar como consultor de roteiros.